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Frameworks e DDD: Mantendo o modelo limpo, por Tim McCarthy

2 de maio de 2009

“Frameworks and DDD: Keeping the Model Clean” foi mais uma das apresentações que assisti na QCon San Francisco 2008, em que Tim McCarthy mostrou algumas técnicas para desacoplar o modelo de domínio da infra-estrutura da aplicação e ainda sim continuar usando recursos de frameworks em .NET.

Tim McCarthy é autor de .NET Domain-Driven Design with C#: Problem - Design - Solution, um livro que propõe mostrar os passos da implementação de uma aplicação real utilizando DDD. O livro é dividido em módulos, cada um identificando um problema, elaborando o design e implementando a solução.

A idéia é sempre deixar o domínio intacto, somente com o código do coração do software. Se você utilizar as famosas ferramentas de “arrastar e soltar”, vai poluir as entidades do domínio com código de infra-estrutura.

Quando falou a respeito do ADO.NET Entity Framework, o novo framework de mapeamento objeto-relacional da Microsoft, Tim se expressou indignado: “Oh, my God!”. Segundo ele, arrastar e soltar tabela por tabela do seu banco de dados, deixando o Visual Studio gerar um monte de código para você é algo não muito bom para se fazer.

Essas ferramentas de geração de código podem ser uma armadilha para desenvolvedores inexperientes. Para sistemas pequenos, sem grandes pretensões, isso pode ser uma solução rápida e que atende sua necessidade. Mas para grandes aplicações é preciso se concentrar no domínio e eliminar qualquer código que polua suas entidades de negócio.

Não é uma boa idéia criar um modelo de domínio fazendo a relação de uma entidade por tabela no banco de dados. As tabelas do banco de dados pertencem à infra-estrutura do sistema. O seu modelo de domínio deve ser rico e refletir seu negócio, o mais próximo da realidade possível. A partir do seu modelo de domínio é que você constrói uma infra-estrutura de persistência de dados.

A apresentação de Tim McCarthy foi repleta de exemplos reais (e rodando) de código. Num deles, mostrou uma classe de entidade do domínio onde havia uma referência using para o namespace Microsoft.SharePoint. Esse foi um tipico exemplo de entidade de negócio poluída.

Também tivemos um exemplo de utilização de repositórios (Repository), que segundo Tim, são um tipo de abstração da persistência, comparando-os como um tipo de coleção de dados, onde é possível listar, inserir, alterar e remover seus itens. Ele enfatizou que o classes do modelo de domínio podem usar repositórios, mas elas devem estar ligadas somente às interfaces dos repositórios, não acopladas às suas implementações.

Outra parte “prática” da apresentação foi a utilização de injeção de dependência (Dependency Injection) de repositórios nas classes de serviço e alteração do tipo de persistência via arquivo de configuração.

Tim também mostrou a implementação de uma unidade de trabalho (Unit of Work), onde a mesma não conversava diretamente com a base de dados.

A apresentação excedeu 10 minutos do tempo previsto, pois tinha muito código interessante a ser mostrado. Isso só acabou instigando a dar uma olhada no seu livro, que vem com o código fonte de todos os passos de construção de uma aplicação em .NET aplicando os padrões de DDD.

Só não esqueça que todo esse código somente vai poder lhe ajudar se você definir bem seu modelo de domínio, consistente e conciso com a realidade do seu negócio.

Você pode assistir à palestra no site da InfoQ:
http://www.infoq.com/presentations/Clean-Model-Tim-McCarthy

Baixe também os slides da apresentação em PDF neste endereço:
http://qconsf.com/sf2008/file?path=/qcon-sanfran-2008/slides//TimMcCarthy_DotNet_Domain_Driven_Design_With_CSharp.pdf
.
Post original:
http://tecblog.locaweb.com.br/2008/11/24/qcon-frameworks-and-ddd-keeping-the-model-clean

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